© 2019 por Geraldo Bezerra

A arte de William Stout

May 29, 2017

 

William Stout é um dos mais talentosos e prolíficos artistas de todos os tempos, tendo feito desde capas de discos “piratas” na adolescência à direção de arte em sucessos de Hollywood, passando por um incrível trabalho de arte paleontológica.

 

Nasceu em 18 de setembro de 1949 em Salt Lake City e passou por uma infância pobre em Los Angeles, a qual ele compensava a falta de recursos alimentando a criatividade, absorvendo tudo o que podia de filmes, música e quadrinhos. Apaixonado por artistas como Frank Frazetta, Norman Rockwell e Charles R. Knight, aos 17 anos Stout ganhou uma bolsa de estudos no “California Institute of the Arts” onde aprimorou sua técnica.

 

Em 1968 iniciou sua vida profissional como ilustrador, criando a capa da primeira edição da revista pulp Coven 13, e começou a ganhar certa fama no cenário underground, chegando a ser assistente de diversos artistas renomados, trabalhando em tirinhas de jornal e quadrinhos para revistas nos anos seguintes. Mais tarde, em 1973, estava olhando alguns discos em uma loja quando recebeu um convite para criar capas para bootlegs. O convite veio da Trade Mark of Quality, selo que fazia ótimos discos piratas de grandes bandas da época. Convite aceito e William acabou fazendo mais de 30 capas, algumas delas cultuadas até hoje.

 

Fez seu primeiro pôster de filme em 1977 (Wizards, de Ralph Bakshi), e ao longo da vida participou de mais de 120 produções, dos mais variados gêneros, trabalhando na direção de arte, criando storyboards e até roteiros. Entre eles estão: A Vida de Brian, Jurassic Park, A Volta dos Mortos Vivos, Labirinto de Fauno, Conan, A Volta dos Mortos Vivos, M.I.B e muitos outros.

Stout também se destacou em arte paleontológica, tendo lançado em 1981 “The Dinosaurs: A Fantastic New View of a Lost Era”, que virou referência na área e incrementou seu já vasto currículo, gerando em convites para outros trabalhos, como no já citado Jurassic Park e também em jogos de cartas colecionáveis. Algumas de suas ilustrações sobre o tema viajaram o mundo na exposição “Dinosaurs Past and Present”.

 

Seu trabalho mais recente (2013) é o livro “Legends of the Blues” (Editora Abrams ComicArts, 222 páginas, importado) que contém ilustrações de 100 artistas de blues, com direito a uma curta, mas esclarecedora biografia de cada um deles, feitas pelo próprio ilustrador. Para selecionar os músicos que entraram no livro, foram utilizados alguns critérios como colocar apenas os nascidos antes de 1930, e (com exceção de Blind Willie Johnson e Skip James) e os que não apareceram na série “Heroes of the Blues” de Robert Crumb. Acompanha um CD com 14 músicas de algumas das lendas retratadas no livro, tambem escolhidas por Stout.

 

 

 

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